segunda-feira, 16 de maio de 2011

hoje vi-te na esplanada...

jorginho. tenho sentido muito a tua falta, o teu barulho e as tuas piadas irónicas que nos fazem rir e pensar ao mesmo tempo.
queria dizer-te que sinto a tua falta e sinto também uma necessidade enorme de saber o porquê, do destino, da razão da tua partida e este vazio ao sentir a tua ausência. é uma merda. é difícil conformar-se com esta realidade, com esta finta que nos partiste.  como é que um gajo cheio de vida, cheio de ideias, projectos, sangue na guelra, cheio de força para comer o mundo, vai sem dizer nada? é assim?? será sempre assim?? vamos estar sempre desprevenidos? foda-se.. não me conformo, prontos! não me entra, entendes.... eu que gosto tanto de ti... fogo, jorge..

não faças mais esta merda. deixar aqui meio mundo manco, a choramingar,  meio mundo a olhar para o infinito.. sem saber o que pensar, o que digerir.
o mais engraçado é que há momentos, fases. há momentos em que sim, engulo esta dose e até digero que isto nos passará a todos.. que não sabemos quem será o próximo, que não sabemos a quem calha.. tipo ruleta russa. há outros momentos que me entra a cólera, a  negação,  a inconformidade com a tua ausencia. claro que não estás ausente... estás aqui.. ao lado... eu sei. mas nem sempre sinto, nem sempre sei.. nem sempre quero que seja assim, entendes?
hoje vinah tão tranquila para o hotel.. e de repente olhei para a esplanada e vi-te! fogo!! que sentimento!!  e lá me deparei a sorrir para o infinito... e a pensar que bom seria dar-te um beijo, daqueles que nos damos sempre! tu sabes.. bela

2 comentários:

  1. Bela, tu tens a rara capacidade de passar para o papel a intensidade toda das tuas emoções, sente-se, ou melhor respira-se esse amor pelo Jorginho nas tuas palavras. É muito bonito o que escreves e de há uns dias que fico absorto em relação a como o fazes, nem que seja de troycas. A tua sensibilidade não tem limites, a tua imaginação também, alinhas muito bem as ideias com as palavras e misturas-lhes essa intensa emoção toda. Já pensaste em escrever a sério?
    Eduardo Viana

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  2. oh eduardo.. obrigada por sentires o que sinto quando escrevo. mas sabes.. eu não sei escrever.. sei sentir e pelo o que me imagino quando se tem que escrever a sério o que se sente com continuidade e profundeza.. acho que não tenho bagagem para o fazer. tenho, isso sim, necessidade de transmitir o que sinto, quando não o posso fazer de outra forma, como esta- de poder e querer comunicar com o jorge. é algo que necessito. é como uma conversa a sós comigo. quer queira quer não queira tenho que falar comigo, pois assim aprofundo o que sinto.. escrevendo. relendo o que escrevo, deparo-me com as certezas dos meus pensamentos, das minhas eternas ideologias que não me falham.. aquelas que são verdadeiras e vivem nas minhas entranhas. no entanto vão se intensificando quando as escrevo. é um diálogo com o além e um monólogo comigo própria ao mesmo tempo, mas partilhado. não sei. a linguagem e as palavras é uma forma de crescer e de estar viva. mas a escrita e a transmissão de pensamentos tem muito que se lhe diga. e eu corro e não penso. e a disciplina da escrita é algo que se aprende e eu não aprendi.. simplesmente sinto. bela

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